Marta Faial, actriz dos famigerados e bacocos Morangos com Açúcar, entendeu despir-se para a Playboy. Nada contra quem ganha a vida a dar o corpo ao manifesto, passiva ou activamente.
A.F., ilustre anónima, atirou-se ao rio Douro com o filho de seis anos. Andava deprimida e achou que nem ela nem o filho podiam continuar a viver.
O que é que um caso tem a ver com o outro? Aparentemente, muito pouco. Ou talvez não.
Não se me conhecem grandes preconceitos envolvendo a sexualidade. Pelo contrário, cada um por si neste capítulo, que assim o Mundo gira melhor. A questão que coloco em cima da mesa é a seguinte: Marta Faial é mais uma que vai pôr o belo corpinho a render, fará carreira à custa das belas curvas e do bonito rosto, a não ser que a seguir pegue no guito que vai ganhar e aproveite para tirar um curso que a leve à NASA ou a leve a contribuir de outra forma qualquer como cidadã, quer ensinando, quer criando emprego. E o facto de muitas crianças verem nela um exemplo, no imediato? Bem, os pais que culpem quem de direito, começando por si próprios, que não criaram aos filhos alternativas à TVI.
Agora A.F., que respira num hospital de Gaia. Ao que parece, não há grandes esperanças para o filho, ainda desaparecido (são 9h50 de 29/10/09) nas águas do Douro. A.F. andava deprimida, desempregada há pouco tempo. Para depressão, é legítimo. Para suicídio, dou de barato. Para matar o filho, é estupidez crua e idiota. Pôr termo à própria vida é, para mim, um direito (não consagrado na Lei) de qualquer ser humano. Achar-se proprietária da vida do próprio filho - e por isso matá-lo - é um crime hediondo.
Os que têm os dois casos em comum? A necessidade de repensarmos, homens e mulheres, na educação que andamos - ou não andamos - a dar às nossas crianças. Sobretudo às meninas, que à custa de serem maduras mais cedo (que mito, senhoras, que mito...), mais cedo compram exemplos de outras mais velhas. E mais tarde vão ser mães, a coisa mais digna do Mundo, que nunca nenhum homem poderá ser.
Eu, homem, que não fui moranguito, preferia prostituir-me para qualquer playboy a atirar-me ao Douro. Mas eu atingi a maturidade mais cedo que as minhas vizinhas da mesma idade.
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
A mãe suicida, o filho afogado e a moranguita na Playboy
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Rock Santeiro
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10/29/2009 09:36:00 AM
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sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Na teta com Maradona
Blatter, patrão da FIFA, admite que o organismo a que preside levante um processo disciplinar a Maradona. Maradona, como se sabe, incomodado com a pressão da crítica mediática na Argentina, mandou-a continuar a chupar, sem especificar onde.
Ora, neste caso, e sabendo-se que FIFA e federações são, inúmeras vezes, compostas de gente que mama mais que o habitual (e que chupar ou mamar é praticamente a mesma coisa), poderá chegar-se ao ponto de não haver teta suficiente para tanta gente (mandados e voluntários).
E faltando teta ao Mundo... não dava jeito outra crise internacional. Será bom lembrar a essa malta que, apesar dos excessos de Maradona, ele já deu muito mais ao futebol do que qualquer um dos que agora o querem punir.
Ora, neste caso, e sabendo-se que FIFA e federações são, inúmeras vezes, compostas de gente que mama mais que o habitual (e que chupar ou mamar é praticamente a mesma coisa), poderá chegar-se ao ponto de não haver teta suficiente para tanta gente (mandados e voluntários).
E faltando teta ao Mundo... não dava jeito outra crise internacional. Será bom lembrar a essa malta que, apesar dos excessos de Maradona, ele já deu muito mais ao futebol do que qualquer um dos que agora o querem punir.
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Rock Santeiro
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10/16/2009 04:58:00 PM
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quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Desculpe, Maitê. Apenas foi parva como muitos de nós!
Quero pedir desculpa à Maitê Proença pelo facto dos Portugueses não terem entendido que a actriz apenas foi parva e incompetente no dito vídeo. Sim, não cometeu nenhum crime nem me senti insultado. Espero agora que ninguém escalpelize as Tardes da Júlia, as Tertúlias Cor-de-Rosa ou o Caras Notícias. Que eu não peço desculpa por nenhum desses programas.
Se alguém a conhecer, que lhe faça chegar esta mensagem. Sinceramente, não quero fazer parte da bancada de circo romano, a pedir o sangue dos cristãos. Não vi os Portugueses empenharem-se tanto para proteger a nossa Língua do famigerado acordo ortográfico, que nos põe a escrever estilo favela ou bairro da lata!
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Rock Santeiro
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10/14/2009 11:51:00 AM
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segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Quem quer biberão quando tem boa mama?
Andava tudo à nora com as Autárquicas, sexta-feira passada, quando o JN denunciou mais um escandaloso caso de centralismo decrépito em Portugal. Uma ligeira alteração regulamentar dos fundos comunitários europeus, ao nível das verbas de desenvolvimentos das regiões mais desfavorecidas, permite que cerca de 300 milhões de euros dessas verbas fiquem em gabinetes de gestores da capital portuguesa: Lisboa.
Ou seja, a organização da macrocefalia que administra o País arranjou um subterfúgio para desviar verbas destinadas ao Norte e com elas pagar principescamente a gestores que vão - imagine-se - gerir capitais que têm por objectivo desenvolver a minha região, a minha comunidade, os meus vizinhos.
Recordo: o Norte tem a mais alta taxa de desemprego. Pelos vistos é por ausência de quem nos saiba governar. Não sei se os daqui se os da Capital. Voto nos segundos, para o caso.
E quem diz verbas para o Norte diz para o resto do País.
Ou seja, a organização da macrocefalia que administra o País arranjou um subterfúgio para desviar verbas destinadas ao Norte e com elas pagar principescamente a gestores que vão - imagine-se - gerir capitais que têm por objectivo desenvolver a minha região, a minha comunidade, os meus vizinhos.
Recordo: o Norte tem a mais alta taxa de desemprego. Pelos vistos é por ausência de quem nos saiba governar. Não sei se os daqui se os da Capital. Voto nos segundos, para o caso.
E quem diz verbas para o Norte diz para o resto do País.
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Rock Santeiro
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10/12/2009 06:31:00 PM
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quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Moniz "compra" futuro(s) do Benfica
A Ongoing poderá vir a investir, segundo notícias do dia, quase 20 milhões de euros no novo produto financeiro "Benfica Stars Fund". Uma almofada de dinheiro interessante à custa de uma jogada financeira inédita. Mas o "pote de Midas" tem que ser tratado com o mesmo jeitinho que os potes de caca. Com esta jogada, ninguém me tira da cabeça que o principal adversário de Luís Filipe Vieira acaba de "comprar" uma farta fatia dos futuros dividendos encarnados e, com isso, poder vir, de alguma forma, condicionar activos e passivos no clube da Luz. Sim, estou a falar de José Eduardo Moniz, o braço-direito (esquerdo, os braços que se quiser...) de Nuno Vasconcelos, patrão da Ongoing.
Que é como quem diz, com travesseira e pote, Luís Filipe Vieira deitou-se na cama que fez. Vamos ver o que acontece quando acordar do sonho "Stars Fund"... À beira da cama vai estar um concorrente à presidência com um pé dentro (bem dentro) e com a campanha de "bom samaratino" do clube já em velocidade cruzeiro em voo de longo curso.
Que é como quem diz, com travesseira e pote, Luís Filipe Vieira deitou-se na cama que fez. Vamos ver o que acontece quando acordar do sonho "Stars Fund"... À beira da cama vai estar um concorrente à presidência com um pé dentro (bem dentro) e com a campanha de "bom samaratino" do clube já em velocidade cruzeiro em voo de longo curso.
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Rock Santeiro
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10/07/2009 10:54:00 PM
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segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Menezes ou Coelho
O PSD tem dois futuros: Luís Filipe Menezes ou Passos Coelho. O primeiro é mais povo, mais coração, com os defeitos e as virtudes médias dos Portugueses. O segundo é mais neoliberal, mais ponderado e diplomata, com as vantagens e desvantagens dos efeitos e hábitos de continuidade de um partido de Poder.
Do primeiro desconhecem-se intenções nesse sentido; do segundo conhece-se a vontade de avançar, o que dependerá ainda das Autárquicas.
Para todos os efeitos, os sociais-democratas portugueses são uma imensidão momentaneamente orfã, resguardada nos feudos autárquicos, a atravessar uma longa espera.
Do primeiro desconhecem-se intenções nesse sentido; do segundo conhece-se a vontade de avançar, o que dependerá ainda das Autárquicas.
Para todos os efeitos, os sociais-democratas portugueses são uma imensidão momentaneamente orfã, resguardada nos feudos autárquicos, a atravessar uma longa espera.
Não houve voto útil
... ou a teoria dos vários fiéis de balança
A teoria dos vários fiéis da balança, a propósito do crescimento do CDS, Bloco e CDU, faz-me crer que estas terão sido eleições onde o voto útil não terá existido. Praticamente toda a gente votou em consciência e por convicção. E muito poucos usaram a escolha na perspectiva da utilidade (preferência por algo contra um mal maior) do escrutínio.
A extraordinária subida do CDS no espectro político é - além do crescimento do Bloco e até da CDU - um claro sinal para o PS e para Sócrates. Não creio que os socialistas se deixem cair em esquemas de coligação com o CDS, pois só à Esquerda poderão ir buscar votos nos próximos anos (haja ou não eleições antecipadas, aproveitando as Presidenciais de 2011). Aliás, Portas servirá, nos próximos tempos, de figura de proa da Direita, o que não dará jeito nenhum à actual e futura direcção do PSD.
Estou convicto, por isso, que Sócrates apostará em acordos pontuais, mesmo que o Orçamento passe com o apoio dos centristas e não dos parlamentares de Esquerda. Porém, um acordo com Bloco e CDU para o Orçamento do próximo ano, começaria a esvaziar a contestação nas ruas, embora essa, nessa segunda opção, ganhasse espaço nos gabinetes e nos Media, onde as corporações financeiras e similares têm mais força. Um factor que Sócrates não excluirá.
Há, por isso, dois fiéis de balança: o CDS e a Esquerda (BE e CDU). O que liberta Sócrates da pressão, mas obriga-o a pensar no imediato que caminho seguir rumo à tentativa de nova maioria absoluta.
Como disse hoje João Cravinho, estas podem ter sido eleições intercalares para reforçar uma terceira governação de Sócrates. Sobretudo com Cavaco enfraquecido e um PSD à deriva.
A teoria dos vários fiéis da balança, a propósito do crescimento do CDS, Bloco e CDU, faz-me crer que estas terão sido eleições onde o voto útil não terá existido. Praticamente toda a gente votou em consciência e por convicção. E muito poucos usaram a escolha na perspectiva da utilidade (preferência por algo contra um mal maior) do escrutínio.
A extraordinária subida do CDS no espectro político é - além do crescimento do Bloco e até da CDU - um claro sinal para o PS e para Sócrates. Não creio que os socialistas se deixem cair em esquemas de coligação com o CDS, pois só à Esquerda poderão ir buscar votos nos próximos anos (haja ou não eleições antecipadas, aproveitando as Presidenciais de 2011). Aliás, Portas servirá, nos próximos tempos, de figura de proa da Direita, o que não dará jeito nenhum à actual e futura direcção do PSD.
Estou convicto, por isso, que Sócrates apostará em acordos pontuais, mesmo que o Orçamento passe com o apoio dos centristas e não dos parlamentares de Esquerda. Porém, um acordo com Bloco e CDU para o Orçamento do próximo ano, começaria a esvaziar a contestação nas ruas, embora essa, nessa segunda opção, ganhasse espaço nos gabinetes e nos Media, onde as corporações financeiras e similares têm mais força. Um factor que Sócrates não excluirá.
Há, por isso, dois fiéis de balança: o CDS e a Esquerda (BE e CDU). O que liberta Sócrates da pressão, mas obriga-o a pensar no imediato que caminho seguir rumo à tentativa de nova maioria absoluta.
Como disse hoje João Cravinho, estas podem ter sido eleições intercalares para reforçar uma terceira governação de Sócrates. Sobretudo com Cavaco enfraquecido e um PSD à deriva.
domingo, 27 de Setembro de 2009
Pré-campanha de Alegre começa amanhã
Começa amanhã a pré-campanha de Manuel Alegre às Presidenciais de 2011. Sócrates, depois desta robusta vitória - embora sem maioria absoluta - dificilmente perdoará a campanha subterrânea contra o seu Governo exercida a partir de Belém. Robusta vitória porque aguentou uma maioria confortável apesar da contestação que das ruas, das famílias e das corporações (das mais fortes às mais comezinhas) apelou no último ano à sua saída dos destinos do País.
Ainda sem saber qual será o terceiro partido mais votado, importará saber com quem serão feitos os acordos parlamentares para que a governação não caia já na votação do primeiro Orçamento. Mas a confirmar-se a subida surpreendente do CDS-PP, a força da Esquerda (BE e CDU) não se torna tão equacionável quanto seria se Paulo Portas não tivesse contrariado as tendências. Merece o suschi.
Sócrates sabe que contou com a tendência esquerdista do próprio PS. E contou com a sua principal bandeira: Manuel Alegre. Sem o estatuto de deputado socialista desde o início da Democracia, Manuel Alegre manteve o distanciamento suficiente nesta batalha eleitoral para voltar a congregar as intenções presidenciais. Distância que lhe permite avançar como apoio do PS, BE e CDU.
Ou Cavaco vai anunciar uma bomba atómica, ou vai preparar os papéis para a baixa nos próximos dias.
Ainda sem saber qual será o terceiro partido mais votado, importará saber com quem serão feitos os acordos parlamentares para que a governação não caia já na votação do primeiro Orçamento. Mas a confirmar-se a subida surpreendente do CDS-PP, a força da Esquerda (BE e CDU) não se torna tão equacionável quanto seria se Paulo Portas não tivesse contrariado as tendências. Merece o suschi.
Sócrates sabe que contou com a tendência esquerdista do próprio PS. E contou com a sua principal bandeira: Manuel Alegre. Sem o estatuto de deputado socialista desde o início da Democracia, Manuel Alegre manteve o distanciamento suficiente nesta batalha eleitoral para voltar a congregar as intenções presidenciais. Distância que lhe permite avançar como apoio do PS, BE e CDU.
Ou Cavaco vai anunciar uma bomba atómica, ou vai preparar os papéis para a baixa nos próximos dias.
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Aqui, da província e com as outras províncias
O ruído assustador de alguma Imprensa que despreza a existência de outras cores no arco-íris está a funcionar da forma esperada pelos seus estrategas junto dos órgãos de deliberação e e decisão do futebol profissional. Mas com o empenho e a raça de sempre, a coisa há-de voltar ao sítio. E a poluição informativa travestida de jornalismo voltará ao que tem sido: um chorrilho de lamentos.
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
A minha declaração de voto
Irritado e enraivecido com os contornos da campanha, nomeadamente por parte do partido de quem se esperava um pouco mais de sentido de Estado (pela probabilidade de vitória e experiência de governação), ao qual se uniu uma estratégia pessoal e mesquinha do actual Presidente da República, estive mesmo muito perto de enveredar pelo tradicional voto útil, que se resume - para mim - em votar no menos mau dos partidos com maior probabilidade de vitória.
Ou seja, estava
quase para votar Sócrates e PS. Ao contrário de muitos, não sou anti-Sócrates e vejo no actual primeiro-ministro (e, oxalá, próximo) qualidades governativas e reformistas. Não teve foi coragem para assumir algumas confrontações que equilibrassem a contenda com algumas corporações mais populares, como os professores e os médicos. Bastava ter atacado um pouco mais as seguradoras, as financeiras, a banca e as aves de rapina que gravitam em torno da saúde e da segurança social privada. Não o fez. E meteu na gaveta a Regionalização, algo que custará sempre a minha antipatia.
Este texto de ontem de António Boronha - que aprecio diariamente e num blog onde se mantêm vivas e democráticas discussões, sem máscaras ou preconceitos do politicamente correcto - ajudou-me ao raciocínio simples e que espero seja o meu contributo pessoal nas eleições. Isto é, com o PS a subir já muito perto do escrutínio e com a máscara da mentira e da vergonha escarrapachada na cara das gentes da campanha "laranja", obrigo-me votar em consciência com grande parte das nossas convicções. Concluo que me resta - a mim, friso, pois que cada um defenda as suas convicções - optar entre a CDU e o BE.
Na CDU tenho muitos amigos. Gente que me ajudou a crescer. Gente a quem confiaria filhos, netos, a minha conta bancária, etc... Mas não consigo engolir alguma falta de democraticidade interna. Os valores e opções da política do PCP podem e devem vir a ser debatidos, futuramente, com critérios de organização e debate interno mais democráticos.
Ora, é precisamente aqui, até mais pelas utopias e delírios juvenis associados aos activistas do Bloco de Esquerda, que se instala a diferença entre os dois partidos/movimentos/coligações. E no Bloco combate-se com mais empenho e menos diplomacia algumas questões sociais que obrigam à assumpção de rupturas com o estabelecido. Falo do combate à homofobia, ao racismo, a defesa da eutanásia, a liberalização da interrupção voluntária da gravidez e até a defesa da República... No Bloco percebeu-se que o País é feito de combates trincheira a trincheira. E isso é a minha cara.
Claro que discordo de muitas das opções económicas do BE. Tal como da CDU. Não creio numa economia com a Banca estatizada. Mas acho bem que a grande Finança seja policiada e regulada. E só com uma Esquerda forte poderá existir um PS a sério, um Sócrates diferente e reformas (porque são imprescindíveis) equilibradas.
Dessa Esquerda, a que hoje me é mais próxima encontra-se nos fundamentos de essência do BE, mesmo não estando completamente de acordo com algumas das suas políticas específicas. No domingo votarei BE, esperando que Sócrates saiba ler as opções globais dos Portugueses e deixe de ter medo daquilo que poderá ser o Socialismo do século XXI: a combinação das tendências das várias Esquerdas.
Ou seja, estava
quase para votar Sócrates e PS. Ao contrário de muitos, não sou anti-Sócrates e vejo no actual primeiro-ministro (e, oxalá, próximo) qualidades governativas e reformistas. Não teve foi coragem para assumir algumas confrontações que equilibrassem a contenda com algumas corporações mais populares, como os professores e os médicos. Bastava ter atacado um pouco mais as seguradoras, as financeiras, a banca e as aves de rapina que gravitam em torno da saúde e da segurança social privada. Não o fez. E meteu na gaveta a Regionalização, algo que custará sempre a minha antipatia.Este texto de ontem de António Boronha - que aprecio diariamente e num blog onde se mantêm vivas e democráticas discussões, sem máscaras ou preconceitos do politicamente correcto - ajudou-me ao raciocínio simples e que espero seja o meu contributo pessoal nas eleições. Isto é, com o PS a subir já muito perto do escrutínio e com a máscara da mentira e da vergonha escarrapachada na cara das gentes da campanha "laranja", obrigo-me votar em consciência com grande parte das nossas convicções. Concluo que me resta - a mim, friso, pois que cada um defenda as suas convicções - optar entre a CDU e o BE.
Na CDU tenho muitos amigos. Gente que me ajudou a crescer. Gente a quem confiaria filhos, netos, a minha conta bancária, etc... Mas não consigo engolir alguma falta de democraticidade interna. Os valores e opções da política do PCP podem e devem vir a ser debatidos, futuramente, com critérios de organização e debate interno mais democráticos.
Ora, é precisamente aqui, até mais pelas utopias e delírios juvenis associados aos activistas do Bloco de Esquerda, que se instala a diferença entre os dois partidos/movimentos/coligações. E no Bloco combate-se com mais empenho e menos diplomacia algumas questões sociais que obrigam à assumpção de rupturas com o estabelecido. Falo do combate à homofobia, ao racismo, a defesa da eutanásia, a liberalização da interrupção voluntária da gravidez e até a defesa da República... No Bloco percebeu-se que o País é feito de combates trincheira a trincheira. E isso é a minha cara.
Claro que discordo de muitas das opções económicas do BE. Tal como da CDU. Não creio numa economia com a Banca estatizada. Mas acho bem que a grande Finança seja policiada e regulada. E só com uma Esquerda forte poderá existir um PS a sério, um Sócrates diferente e reformas (porque são imprescindíveis) equilibradas.
Dessa Esquerda, a que hoje me é mais próxima encontra-se nos fundamentos de essência do BE, mesmo não estando completamente de acordo com algumas das suas políticas específicas. No domingo votarei BE, esperando que Sócrates saiba ler as opções globais dos Portugueses e deixe de ter medo daquilo que poderá ser o Socialismo do século XXI: a combinação das tendências das várias Esquerdas.
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Uma enorme cavacada
Vamos lá ver se entendo a coisa. Sigam-me o raciocínio e coloquem "pretensamente" após os verbos:
O Diário de Notícias publica uma notícia a provar o cozinhado - que vem de 2008 - entre a Direcção do Público e o principal assessor de Imprensa do Presidente da República.
E isto a propósito de quê? De notícias que saíram no Público, há pouco tempo, referindo que os colaboradores de Belém estariam sob escuta (não dizendo de que género). E como chegaram lá? Porque fontes do PS "denunciaram" conversas entre Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite e seus compagnons de route no sentido de se preparar um programa de Governo. Como quem diz, Cavaco estava a dar uma ajuda a MFL.
E o que fez Cavaco Silva, pretensamente sob escuta ilegal? Nada. O que disse? Nada. O que deixou no ar? Tudo. Uma ambiguidade gritante, que não abona em nada o estatuto de Presidente de todos os Portugueses.
Na realidade, ainda na semana passada Francisco Louçã referiu-se ao então folclore das escutas afirmando publicamente que teria sido Fernando Lima, assessor do PR, a cozinhar a coisa. E poucos ligaram ao assunto.
Ora - e ainda com muito pormenor (verdadeiro ou... incrível) por revelar, eu pergunto:
o presidente da República, se considerasse credíveis as ondas que dão o seu gabinete sob escuta, não deveria fazer alguma coisa? Deveria.
E quem escuta? O director do Público acusou a Secreta portuguesa. O que diz sobre o cozinhado? Que os emails (divulgados pelo DN) foram adulterados. E o que diz a comissão parlamentar de fiscalização do SIS? Que não se passa nada, caso contrário o Presidente da República já teria que ter diligenciado nesse sentido.
E quando se diz que a Secreta está a escutar o que não deve, quem é visado? O "chefe" da Secreta: o Governo? Quem está a asfixiar a clarificação de tudo isto? O Presidente da República, que ora fica em silêncio, deixando a terra a arder, ou dizendo meia-dúzia de coisas que ninguém percebe e tudo fica ainda menos claro.
Teoria da conspiração? Mesmo que não seja, caiu a máscara a Cavaco Silva. E nem sequer tem bolo-rei por perto para criar uma manobra de diversão que o impeça de comentar seriamente tudo isto.
O Diário de Notícias publica uma notícia a provar o cozinhado - que vem de 2008 - entre a Direcção do Público e o principal assessor de Imprensa do Presidente da República.
E isto a propósito de quê? De notícias que saíram no Público, há pouco tempo, referindo que os colaboradores de Belém estariam sob escuta (não dizendo de que género). E como chegaram lá? Porque fontes do PS "denunciaram" conversas entre Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite e seus compagnons de route no sentido de se preparar um programa de Governo. Como quem diz, Cavaco estava a dar uma ajuda a MFL.
E o que fez Cavaco Silva, pretensamente sob escuta ilegal? Nada. O que disse? Nada. O que deixou no ar? Tudo. Uma ambiguidade gritante, que não abona em nada o estatuto de Presidente de todos os Portugueses.
Na realidade, ainda na semana passada Francisco Louçã referiu-se ao então folclore das escutas afirmando publicamente que teria sido Fernando Lima, assessor do PR, a cozinhar a coisa. E poucos ligaram ao assunto.
Ora - e ainda com muito pormenor (verdadeiro ou... incrível) por revelar, eu pergunto:
o presidente da República, se considerasse credíveis as ondas que dão o seu gabinete sob escuta, não deveria fazer alguma coisa? Deveria.
E quem escuta? O director do Público acusou a Secreta portuguesa. O que diz sobre o cozinhado? Que os emails (divulgados pelo DN) foram adulterados. E o que diz a comissão parlamentar de fiscalização do SIS? Que não se passa nada, caso contrário o Presidente da República já teria que ter diligenciado nesse sentido.
E quando se diz que a Secreta está a escutar o que não deve, quem é visado? O "chefe" da Secreta: o Governo? Quem está a asfixiar a clarificação de tudo isto? O Presidente da República, que ora fica em silêncio, deixando a terra a arder, ou dizendo meia-dúzia de coisas que ninguém percebe e tudo fica ainda menos claro.
Teoria da conspiração? Mesmo que não seja, caiu a máscara a Cavaco Silva. E nem sequer tem bolo-rei por perto para criar uma manobra de diversão que o impeça de comentar seriamente tudo isto.
Jesus e os pés pelas mãos, já que andamos numa de humor
Um texto de um amigo que não explora blogues. E as "gralhas" aparentes são propositadas.
Jorge Jesus, na conferência de imprensa de lançamento do jogo do Benfica com o BATE Borisov, esbarrou-se na geografia, esbarrou-se no seu próprio currículo (de tanto viver o futebol intensamente, como gosta de se gabar, já nem sabe se chegou aos quartos da Taça UEFA com o Sporting de Braga – e não, não chegou, ficou nos oitavos) e esbarrou-se no tempo... Disse ele, sobre a experiência de mais dois árbitros nos jogos na Liga Europa, que a UEFA acaba de introduzir: "Sim, esta ideia de mais um árbito, portanto, atrás da baliza, tipo... ehhhh... penso que isto foi ideia de outra modalidade, como vocês sabem que existe, que o é hóquei em patins, que tem um árbito atrás da baliza. Penso que esta ideia pode ser uma ideia interessante e com alguma vantagem para os lances que possam ser dividosos, não só na situação ehhhh... do golo como também, como vocês sabem, este árbito ou, exactamente, este árbito, quando o jogo estiver a decorrer na outra parte, portanto, do campo, não é?, é um árbito que pode sair do seu local e pode também aí também dar alguma uma ajuda ao árbito neste caso ao árbito do..., ao colega dele, ao árbito que é o responsável pelo jogo"
PS – Dizer que o homem também se esbarrou no português é uma redundância
Confirmar no link abaixo tudo o que se escreveu:
http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=6383
O texto, repito, não é meu. É de um amigo que não explora estas coisas dos blogues. E desafiou-me a publicá-lo. Aqui fica, assumindo eu a responsabilidade do mesmo.
Jorge Jesus, na conferência de imprensa de lançamento do jogo do Benfica com o BATE Borisov, esbarrou-se na geografia, esbarrou-se no seu próprio currículo (de tanto viver o futebol intensamente, como gosta de se gabar, já nem sabe se chegou aos quartos da Taça UEFA com o Sporting de Braga – e não, não chegou, ficou nos oitavos) e esbarrou-se no tempo... Disse ele, sobre a experiência de mais dois árbitros nos jogos na Liga Europa, que a UEFA acaba de introduzir: "Sim, esta ideia de mais um árbito, portanto, atrás da baliza, tipo... ehhhh... penso que isto foi ideia de outra modalidade, como vocês sabem que existe, que o é hóquei em patins, que tem um árbito atrás da baliza. Penso que esta ideia pode ser uma ideia interessante e com alguma vantagem para os lances que possam ser dividosos, não só na situação ehhhh... do golo como também, como vocês sabem, este árbito ou, exactamente, este árbito, quando o jogo estiver a decorrer na outra parte, portanto, do campo, não é?, é um árbito que pode sair do seu local e pode também aí também dar alguma uma ajuda ao árbito neste caso ao árbito do..., ao colega dele, ao árbito que é o responsável pelo jogo"
PS – Dizer que o homem também se esbarrou no português é uma redundância
Confirmar no link abaixo tudo o que se escreveu:
http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=6383
O texto, repito, não é meu. É de um amigo que não explora estas coisas dos blogues. E desafiou-me a publicá-lo. Aqui fica, assumindo eu a responsabilidade do mesmo.
segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
De Espanha vieram bons ventos e bons casamentos
Nada me move contra o PSD. Como nada me move contra o PS e o PCP e o BE ou até o CDS. Idilicamente, costumo pensar como era bom ter o pouco de bom que cada um desses partidos tem num único Governo. Mas pelo que tenho escrito, quem me lê (se é que os há) deve achar que tenho algo contra a Manuela Ferreira Leite. E é verdade. Tenho. Nada contra a senhora em si, mas tudo contra a sua personalidade política. Sobretudo agora, que abriu hostilidades face ao nosso vizinho e um dos maiores empregadores em Portugal.
Antigamente dizia-se a propósito da entrega de Macau à China que bastava aos chineses virem todos mijar à fronteira para que os portugueses fossem mandados embora na corrente. Hoje, e a propósito das declarações irresponsáveis e infelizes da líder do PSD, pode dizer-se que a Espanha basta fechar a "torneira" dos seus investimentos em Portugal para que a coisa se complique em milhares de casas. Seriam incontáveis as famílias que perderiam rendimentos, pois muitos dos seus elementos ficariam desempregados de um dia para o outro.
E, já agora, como se chegou ao ponto em que a nossa economia está profundamente dependente da Espanha? Perguntem à ministra das Finanças de Cavaco Silva, a tal que não acreditou no investimento público em sectores estratégicos... Há erros que só o tempo ajuda a explicar. E só agora se começa a perceber que, afinal, hoje temos todos que pagar pela governação de Cavaco, a tal que teve biliões de fundos europeus para investir nos sectores que os espanhóis acabaram por comprar por tuta e meia.
Se eu podia viver sem os espanhóis? Podia, mas prefiro viver sem a Ferreira Leite.
Antigamente dizia-se a propósito da entrega de Macau à China que bastava aos chineses virem todos mijar à fronteira para que os portugueses fossem mandados embora na corrente. Hoje, e a propósito das declarações irresponsáveis e infelizes da líder do PSD, pode dizer-se que a Espanha basta fechar a "torneira" dos seus investimentos em Portugal para que a coisa se complique em milhares de casas. Seriam incontáveis as famílias que perderiam rendimentos, pois muitos dos seus elementos ficariam desempregados de um dia para o outro.
E, já agora, como se chegou ao ponto em que a nossa economia está profundamente dependente da Espanha? Perguntem à ministra das Finanças de Cavaco Silva, a tal que não acreditou no investimento público em sectores estratégicos... Há erros que só o tempo ajuda a explicar. E só agora se começa a perceber que, afinal, hoje temos todos que pagar pela governação de Cavaco, a tal que teve biliões de fundos europeus para investir nos sectores que os espanhóis acabaram por comprar por tuta e meia.
Se eu podia viver sem os espanhóis? Podia, mas prefiro viver sem a Ferreira Leite.
terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Por muito menos caiu um ministro
Ainda que mal pergunte - e a propósito do "fuck them" vociferado aos jornalistas por João Jardim -, o que é pior: fazer cornos à Oposição ou mandá-la foder em inglês?
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Moura Guedes e o golpe nos vampiros do alheio
Manuela Moura Guedes (MMG), jornalista da TVI, apresentadora do "Jornal Nacional" das sextas-feiras, exercia jornalismo de forma correcta? Não.
MMG tinha ódios de estimação que agendava na forma de investigação jornalística? Sim.
Havia suspeitas que legitimassem isso? Sim.
Era isenta na forma como informava ou sugeria o rumo dessas investigações jornalísticas? Atendendo pela forma como editava os telejornais, definitivamente não.
Foi legítima a forma como a Prisa interveio na Redacção da TVI, nomeadamente suspendendo o Jornal Nacional de MMG? À luz do convívio accionista-direcção, habitual em Portugal, e até perante um quadro legal muito difuso, não terá sido.
É moral, e da via do negócio legítimo ao accionista principal (Prisa), ordenar a suspensão de um programa? Na realidade é. Basta informar a Direcção para o efeito, o que me parece ter acontecido. Daí a demissão da Direcção. Porém, faltam ainda alguns dados para se perceber qual foi o procedimento para aferir da correcção do mesmo.
MMG era um produto televisivo, claramente deteriorado, mas mantido em conservação permanente por um marido extremoso. É condenável da parte dele? Não, não é. Quem não faria o mesmo pelos seus que atire a primeira pedra.
Por fim, é condenável a opinião dos que, sedentos da pequena vingança por via dos raios catódicos, esperavam pelo vociferar, pela ironia e pelo desprezo que "vestiam" a performance da locutora no "seu" telejornal das sextas-feiras? Na perspectiva do português, cidadão, que detesta julgamentos sumários em praça pública, é muito condenável. Para isso, esses telespectadores que vejam os programas do "ratinho" e outras pornografias televisivas, típicas dos vampiros do alheio.
MMG tinha ódios de estimação que agendava na forma de investigação jornalística? Sim.
Havia suspeitas que legitimassem isso? Sim.
Era isenta na forma como informava ou sugeria o rumo dessas investigações jornalísticas? Atendendo pela forma como editava os telejornais, definitivamente não.
Foi legítima a forma como a Prisa interveio na Redacção da TVI, nomeadamente suspendendo o Jornal Nacional de MMG? À luz do convívio accionista-direcção, habitual em Portugal, e até perante um quadro legal muito difuso, não terá sido.
É moral, e da via do negócio legítimo ao accionista principal (Prisa), ordenar a suspensão de um programa? Na realidade é. Basta informar a Direcção para o efeito, o que me parece ter acontecido. Daí a demissão da Direcção. Porém, faltam ainda alguns dados para se perceber qual foi o procedimento para aferir da correcção do mesmo.
MMG era um produto televisivo, claramente deteriorado, mas mantido em conservação permanente por um marido extremoso. É condenável da parte dele? Não, não é. Quem não faria o mesmo pelos seus que atire a primeira pedra.
Por fim, é condenável a opinião dos que, sedentos da pequena vingança por via dos raios catódicos, esperavam pelo vociferar, pela ironia e pelo desprezo que "vestiam" a performance da locutora no "seu" telejornal das sextas-feiras? Na perspectiva do português, cidadão, que detesta julgamentos sumários em praça pública, é muito condenável. Para isso, esses telespectadores que vejam os programas do "ratinho" e outras pornografias televisivas, típicas dos vampiros do alheio.
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Insuficiências
Leio que Gilberto Madail admite aumentar o prémio aos jogadores para fazerem o que lhes compete: vencer a Dinamarca. Mas compete-lhes vencer o adversários - e todos os outros que se seguem - porque são... a Selecção. Ou ser jogador da Selecção já não é prémio suficiente? Até porque já ganham (muito dinheiro) por isso.
domingo, 30 de Agosto de 2009
Classe média da Liga brinda com Porto
A terceira jornada revelou algo que se vem confirmando com menos mediatismo que alguns histerismos cozinhados em aglomerados mediáticos da Capital. O FC Porto está mais forte que o que tem escrito e dito por aí; o Sporting de Braga poderá mesmo vir a baralhar algumas contas, assim como o Nacional da Madeira.
Estou até convencido que o campeonato nacional, ao contrário do País, assistirá à elevação da sua "classe média". Que é como quem diz, além do Sp. Braga e do Nacional, também o Marítimo mostra vontade de andar pelos lugares cimeiros e este será um trio que - é um palpite - abrirá um fosso para as restantes equipas além dos três grandes. Só ainda não percebi o que vão valer o V. Guimarães e o Olhanense. O primeiro por razões históricas, o segundo porque é praticamente uma equipa B dos campeões nacionais - seis emprestados - e tem um treinador habituado a vencer.
O Benfica, que só amanhã defrontará o V. Setúbal (Nacional e Olhanense também jogam segunda-feira), jogará com a certeza que os seus adversários directos venceram na ronda. Valha lá o que valer essa pressão, a verdade é que o discurso de Jesus começa a ser o de quem regressa à terra e não o da conquista de todos os troféus de Verão que havia para conquistar.
Duas notas de destaque: uma para o Rio Ave, que soma resultados positivos: uma vitória e dois empates (ambos fora de casa); e outra para Falcao, avançado portista que soma três golos noutras tantas jornadas. Às tantas, lá para as vindimas já ninguém se lembra de Lisandro. Ou melhor, lembramo-nos todos. Nós o que sempre o achamos o melhor avançado em Portugal e aqueles que só idolatram os artistas do Dragão quando eles se vão embora.
O campeonato pára agora para os compromissos da Selecção. E a seguir regressa em força, já com Hulk em campo, após o castigo arbitrário da ronda inaugural. Porque falo de Hulk? Porque ouvi dizer, no início da Liga, que o futebol e os seus melhores intérpretes deviam ser protegidos. Alguém deve ter entendido... perseguidos!
Estou até convencido que o campeonato nacional, ao contrário do País, assistirá à elevação da sua "classe média". Que é como quem diz, além do Sp. Braga e do Nacional, também o Marítimo mostra vontade de andar pelos lugares cimeiros e este será um trio que - é um palpite - abrirá um fosso para as restantes equipas além dos três grandes. Só ainda não percebi o que vão valer o V. Guimarães e o Olhanense. O primeiro por razões históricas, o segundo porque é praticamente uma equipa B dos campeões nacionais - seis emprestados - e tem um treinador habituado a vencer.
O Benfica, que só amanhã defrontará o V. Setúbal (Nacional e Olhanense também jogam segunda-feira), jogará com a certeza que os seus adversários directos venceram na ronda. Valha lá o que valer essa pressão, a verdade é que o discurso de Jesus começa a ser o de quem regressa à terra e não o da conquista de todos os troféus de Verão que havia para conquistar.
Duas notas de destaque: uma para o Rio Ave, que soma resultados positivos: uma vitória e dois empates (ambos fora de casa); e outra para Falcao, avançado portista que soma três golos noutras tantas jornadas. Às tantas, lá para as vindimas já ninguém se lembra de Lisandro. Ou melhor, lembramo-nos todos. Nós o que sempre o achamos o melhor avançado em Portugal e aqueles que só idolatram os artistas do Dragão quando eles se vão embora.
O campeonato pára agora para os compromissos da Selecção. E a seguir regressa em força, já com Hulk em campo, após o castigo arbitrário da ronda inaugural. Porque falo de Hulk? Porque ouvi dizer, no início da Liga, que o futebol e os seus melhores intérpretes deviam ser protegidos. Alguém deve ter entendido... perseguidos!
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
O "nosso" Paco Fortes
A história recente de Paco Fortes tocou-me, como tocou a toda a gente que gosta de futebol e dos seus protagonistas. O treinador espanhol deixou marca e páginas de ouro no luso pontapé na bola. Até há poucos dias, porém, vivia praticamente na miséria, não tivesse sido apoiado pela associação de veteranos do Barcelona, onde também foi estrela nos relvados.
Paco Fortes na miséria, o seu (nosso) Farense sem futebol profissional, dois casos que nos fazem pensar, enquanto agentes (mais ou menos institucionais ou pessoais) dessa coisa apaixonante que é o futebol.
A mim fazem-me pensar, sobretudo, nos lucros imensos da Federação Portuguesa de Futebol e na Liga de Clubes, que não deviam assobiar para o lado quando casos humanos como este (e outros que por aí grassam) são revelados.
Claro que as duas instituições não são a Segurança Social. Mas ambas têm estatuto de utilidade pública em Portugal. E conseguiram-no muito à custa da arte e do carácter de homens como Paco Fortes.
Paco Fortes na miséria, o seu (nosso) Farense sem futebol profissional, dois casos que nos fazem pensar, enquanto agentes (mais ou menos institucionais ou pessoais) dessa coisa apaixonante que é o futebol.
A mim fazem-me pensar, sobretudo, nos lucros imensos da Federação Portuguesa de Futebol e na Liga de Clubes, que não deviam assobiar para o lado quando casos humanos como este (e outros que por aí grassam) são revelados.
Claro que as duas instituições não são a Segurança Social. Mas ambas têm estatuto de utilidade pública em Portugal. E conseguiram-no muito à custa da arte e do carácter de homens como Paco Fortes.
Jesus vai descendo à terra
Da noite europeia de ontem, duas notas para duas equipas: alta para o Nacional, baixa para o Benfica. Enquanto o Nacional cometeu a proeza de conseguir um resultado positivo no terreno do já bem consagrado Zenit (um dos clubes milionários da Rússia), a equipa de Jorge Jesus continua numa espécie descida à Terra após a elevação espiritual da pré-temporada veraneante.
Em quatro jogos oficiais, o Benfica soma duas vitórias, um empate e uma derrota. É certo que a derrota na Ucrânia não feriu quaisquer objectivos imediatos do clube. Mas uma derrota (e consequente perda de pontos no ranking europeu) é sempre algo desmotivante, quer para um colectivo que vivia já numa espécie de aura flutuante acima da demais concorrência, quer para os jogadores individualmente, alguns dos quais pretendem provar o seu estatuto de alternativa válida, como o caso Keirrison, que viu adiada a sensação de triunfo individual.
Em quatro jogos oficiais, o Benfica soma duas vitórias, um empate e uma derrota. É certo que a derrota na Ucrânia não feriu quaisquer objectivos imediatos do clube. Mas uma derrota (e consequente perda de pontos no ranking europeu) é sempre algo desmotivante, quer para um colectivo que vivia já numa espécie de aura flutuante acima da demais concorrência, quer para os jogadores individualmente, alguns dos quais pretendem provar o seu estatuto de alternativa válida, como o caso Keirrison, que viu adiada a sensação de triunfo individual.
quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
FC Porto e o sorteio? Jogar para ganhar
O que há a dizer do sorteio e dos adversários? Nada. O FC Porto tem, sobretudo, a experiência necessária para saber que na Liga dos Campeões vale tanto como qualquer um dos seus adversários, quer na fase de grupos, quer nas fases posteriores.
Chelsea e Atlético de Madrid até foram adversários recentes. Os dragões estiveram melhor com os espanhóis e nunca foram subjugados pelos ingleses. Aliás, não fosse aquele golo tirado da cartola de Ronaldo e o Manchester não teria tido o sucesso do ano passado. O Apoel, cipriota, é claramente a equipa menos cotada, mas nada de contar com eles como bombos da festa.
Perspectivas? As de sempre, tentar ganhar a todos.
Chelsea e Atlético de Madrid até foram adversários recentes. Os dragões estiveram melhor com os espanhóis e nunca foram subjugados pelos ingleses. Aliás, não fosse aquele golo tirado da cartola de Ronaldo e o Manchester não teria tido o sucesso do ano passado. O Apoel, cipriota, é claramente a equipa menos cotada, mas nada de contar com eles como bombos da festa.
Perspectivas? As de sempre, tentar ganhar a todos.
quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Garras por Portugal
Duas notas: uma para o Sporting, que defronta hoje a Fiorentina ,e outra para a Selecção, cujos convocados serão conhecidos na quinta-feira.
Acredito que a equipa do Sporting, se entrar em campo confiante na sua qualidade, poderá surpreender a turma de Florença. O momento não é o melhor e a pressão sobre o treinador também não ajuda. mas que nos fazia a todos muito jeito a presença de mais um clube português na Liga dos Campeões, lá isso fazia.
Liedson - é mais do que provável - estará entre os convocados de Queirós para os derradeiros compromissos da Selecção na caminhada para a qualificação do Mundial da África do Sul. Oxalá ensaie essa entrada hoje à noite em Florença. Que regresse ao caminho dos golos. E agora que está na Selecção - não sou adepto destas nacionalizações de jogadores -, que nos honre, a nós Portugueses.
Acredito que a equipa do Sporting, se entrar em campo confiante na sua qualidade, poderá surpreender a turma de Florença. O momento não é o melhor e a pressão sobre o treinador também não ajuda. mas que nos fazia a todos muito jeito a presença de mais um clube português na Liga dos Campeões, lá isso fazia.
Liedson - é mais do que provável - estará entre os convocados de Queirós para os derradeiros compromissos da Selecção na caminhada para a qualificação do Mundial da África do Sul. Oxalá ensaie essa entrada hoje à noite em Florença. Que regresse ao caminho dos golos. E agora que está na Selecção - não sou adepto destas nacionalizações de jogadores -, que nos honre, a nós Portugueses.
"Vendetta" acelerada pelos megabytes
Estamos num país onde a população - por um lado resignada com a sua própria impotência como colectivo e por outro desgastada pelas instituições que não funcionam - clama por sangue para lavar as suas decepções e a sua ânsia por Justiça, seja lá em que processo for, como se assim se pudesse rever como juiz de uma qualquer sentença, desde que houvesse culpado e punição exemplar.
Serve isto por dizer já lá vão os tempos em que os césares mandavam cristãos aos leões para agradar as populações. E os linchamentos sugeridos e a pedido pelas novas tecnologias em circunstâncias de stress são coisas muito complicadas num Estado de Direito. Ontem, um jornalista foi atropelado em circunstâncias do seu próprio trabalho, por ter escolhido a rodovia para tentar o melhor "boneco" possível.
O atropelamento, que provocou ferimentos ligeiros ao repórter fotográfico do JN, foi explicado e lamentado pelo clube imediatamente visado pelo clamor de vingança. A situação, porém, motivou uma série de reacções excessivas e pouco abonatórias da parte de muitos que devem manter algum sangue-frio e isenção acima de todos os corporativismos. Não adianta lançar cristãos ao leões. Ainda por cima, porque os leões que andam por aí estão fraquinhos...
Serve isto por dizer já lá vão os tempos em que os césares mandavam cristãos aos leões para agradar as populações. E os linchamentos sugeridos e a pedido pelas novas tecnologias em circunstâncias de stress são coisas muito complicadas num Estado de Direito. Ontem, um jornalista foi atropelado em circunstâncias do seu próprio trabalho, por ter escolhido a rodovia para tentar o melhor "boneco" possível.
O atropelamento, que provocou ferimentos ligeiros ao repórter fotográfico do JN, foi explicado e lamentado pelo clube imediatamente visado pelo clamor de vingança. A situação, porém, motivou uma série de reacções excessivas e pouco abonatórias da parte de muitos que devem manter algum sangue-frio e isenção acima de todos os corporativismos. Não adianta lançar cristãos ao leões. Ainda por cima, porque os leões que andam por aí estão fraquinhos...
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Paulo "Cristo" Bento
Ouvi ontem o Miguel Guedes, na Antena 1, a sintetizar da melhor forma o arranque menos bom do clube de Alvalade. "O Sporting está cansado de Paulo Bento", disse o comentador. Parto do princípio que um clube são três entidades - equipa, direcção e adeptos - e acredito que todas gostavam de ver uma saída airosa para o treinador que já mostrou qualidades e defeitos, como todos. Paulo Bento tem um historial como atleta de sobriedade e eficácia ímpares. Características que ainda carrega enquanto personagem da bola. Mas que são insuficientes, por si só, para conquistar campeonatos.
Se é verdade que o Sporting está cansado de Paulo Bento, como estará, então, Paulo Bento? Cansado de aturar gente a fazer-lhe a cama nos jornais? Derreado pela imaturidade de alguns dos seus jogadores? Exausto pelo excesso de peso de outros? Abatido pela ausência de verdadeiros reforços para um plantel que se quer campeão? Desgastado de uma época - a passada - em que teve que ser porta-voz de toda a sportinguice necessária e imaginável?
Quaisquer que sejam as soluções e o futuro do Sporting na Europa do futebol e no campeonato caseiro, o Cristo está identificado e usa risca ao meio. Não sei se eu esperaria pelo chicote e posterior crucificação...
Se é verdade que o Sporting está cansado de Paulo Bento, como estará, então, Paulo Bento? Cansado de aturar gente a fazer-lhe a cama nos jornais? Derreado pela imaturidade de alguns dos seus jogadores? Exausto pelo excesso de peso de outros? Abatido pela ausência de verdadeiros reforços para um plantel que se quer campeão? Desgastado de uma época - a passada - em que teve que ser porta-voz de toda a sportinguice necessária e imaginável?
Quaisquer que sejam as soluções e o futuro do Sporting na Europa do futebol e no campeonato caseiro, o Cristo está identificado e usa risca ao meio. Não sei se eu esperaria pelo chicote e posterior crucificação...
Vetado o orgasmo de fato
Apetecia-me malhar no veto presidencial à Lei das Uniões de Facto. Qualquer coisa a recordar os Portugueses que as pessoas têm direitos inalienáveis e que a posição de Cavaco é um atentado aos direitos fundamentais. Mas depois imaginei-o a formalizar, orgasmicamente e com a frequência que o contrato exige, o seu casório com a Maria. Achei-o já devidamente punido. Quanto à Lei, é uma questão de tempo...
PS. Não o consigo imaginar sem o fato. No mínimo...sábado, 22 de Agosto de 2009
Bolinha na idade dos porquês
Aí está nova jornada, que começou com o empate entre o Olhanense e o Leiria. Empatas?, perguntam vocês. Bem, o empate e a ausência de golos que vem desde a primeira jornada parece estar a incomodar alguns profetas da desgraça. É que já não bastam os cronistas e paineleiros. Agora, porque todo o redactor tem direito a mandar palpites, procura-se "sangue" onde ele não há. É fácil dar nas vistas a falar mal. Pois claro. Para falar bem é preciso perceber o porquê das coisas...
quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Afinal ele era ela
Afinal o assessor era assessora e alguma Imprensa prossegue a sua cruzada sangrento-politiqueira. Os outros Media, claro, obrigam-se a ir atrás. O jornalismo já tem mais uma regra além das 5+1 (quem, o quê, quando, onde e como + porquê): é a da "pescadinha de-rabo-na-boca".
Difícil vai ser controlar sem saber ler nos lábios
"Uso de expressões (...) ou gestos de carácter injurioso, difamatório ou grosseiro" contra Carlos Xistra. Foi por isto que Hulk foi castigado com dois jogos na bancada pela Comissão Disciplinar da Liga. Estou para ver - e outros para ouvir - se igual rigor e atitude dos árbitros será idêntica com outros jogadores e com outros clubes durante o campeonato. Ou estarão já os realizadores de televisão avisados para evitar repetições em câmara lenta dos desagrados desses mesmos jogadores desses outros clubes?
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
O assessor rasteirinho e o jornal que lhe dá voz
Qualquer indivíduo que, de alguma forma, represente uma instituição do calibre da Presidência da República Portuguesa e, escudado nisso, faça insinuações como a que o jornal Público hoje revela, esse indivíduo não passa de um pau-mandado sob o manto sempre covarde do anonimato. Se um acontecimento desta dimensão está em curso, não é assim que se denuncia. Isto é politiquice rasteira. E vinda da Presidência... estamos conversados.
E um jornal do calibre do Público que dá conta de tal situação - alegadas escutas aos assessores presidenciais - apenas baseado em insinuações anónimas e em especulações de caserna, esse jornal escreveu com tinta nojenta e mal-cheirosa uma das mais degradantes páginas do jornalismo em Portugal. Se as alegadas vigias existem, não é assim que se informa. E vindo de um jornal de "referência"... estamos também conversados.
Depois disto, obviamente, o Ministério Público terá que abrir um processo. E com o processo em curso para se saber se é verdade ou mentira, a confusão e o folclore mediático vão instalar-se na cabeça de um povo que procura mais sangue que razão. E os rasteirinhos, mesmo que não se prove nada, ganharam a aposta.
E um jornal do calibre do Público que dá conta de tal situação - alegadas escutas aos assessores presidenciais - apenas baseado em insinuações anónimas e em especulações de caserna, esse jornal escreveu com tinta nojenta e mal-cheirosa uma das mais degradantes páginas do jornalismo em Portugal. Se as alegadas vigias existem, não é assim que se informa. E vindo de um jornal de "referência"... estamos também conversados.
Depois disto, obviamente, o Ministério Público terá que abrir um processo. E com o processo em curso para se saber se é verdade ou mentira, a confusão e o folclore mediático vão instalar-se na cabeça de um povo que procura mais sangue que razão. E os rasteirinhos, mesmo que não se prove nada, ganharam a aposta.
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Outras fronteiras no PS
O campeonato entre os militantes do PS à esquerda face aos seus camaradas centristas parece estar mais animado que a Primeira Liga de futebol. Paulo Pedroso uniu a sua à voz de Ferro Rodrigues para que se abram a portas a uma eventual coligação à Esquerda após as Legislativas. As "jornadas" inaugurais da campanha - a que chamam pré-campanha - estão a ter menos empatas que o campeonato de futebol.
Vamos por parte: olhando à média das Europeias (com todas as características diferentes de umas legislativas), a Esquerda (com PS incluído) vale mais de 50 por cento dos votos expressos. Aliás, comparando com as últimas Legislativas, até valiam mais de 60 por cento.
Mas partindo do princípio que o crescimento do PSD nas Europeias se manterá por aqueles níveis (pelo menos), não é descabido que a ala esquerda do PS vá abrindo janelas e "outras fronteiras".
Vamos por parte: olhando à média das Europeias (com todas as características diferentes de umas legislativas), a Esquerda (com PS incluído) vale mais de 50 por cento dos votos expressos. Aliás, comparando com as últimas Legislativas, até valiam mais de 60 por cento.
Mas partindo do princípio que o crescimento do PSD nas Europeias se manterá por aqueles níveis (pelo menos), não é descabido que a ala esquerda do PS vá abrindo janelas e "outras fronteiras".
sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Pontal de segunda para Ferreira Leite
Pelo que entendi de uma notícia do jornal Público, Manuela Ferreira Leite não vai ao Pontal para não se misturar com segundas figuras do partido. Ora, como Mendes Bota (líder dos sociais-democratas algarvios) está capaz de mobilizar mais gente que o costume (e o costume, no Pontal, é muita gente), é caso para dizer que a líder do PSD pode perder uma excelente oportunidade para conseguir várias coisas importantes para quem anda na política à portuguesa:
- um banho de multidão, que é facilmente destacado nos noticiários;
- a oportunidade de se mostrar confiante nas decisões que vem assumindo, nomeadamente na confusão das listas para o Parlamento;
- e dar o corpo às "balas", que é normalmente lido como um acto de coragem por quem não sabe lá muito bem o que isso é.
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